sábado, 1 de janeiro de 2011

DEFICIÊNCIA VISUAL


O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.
A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).
Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.
Os estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem 3 tipos de deficiência visual:
CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.
Portadores de VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.
Portadores de VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.


Causas
As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se relacionado a amplas categorias:
·       Doenças infecciosas;
·       Acidentes;
·       Ferimentos;
·       Envenenamentos;
·       Tumores;
·       Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade.


Bibliografia
         MASINI, E. F. S. – O Perceber e o Relacionar-se com o Deficiente Visual. Brasília: Corde, 1994.
         ISAAC, M. J. P. (tradutora) As Deficiências Visuais – Deficiências e Adaptações, Ed. Manole, SP, 1989.

DÊ ATENÇÃO À QUEM NECESSITA DE ATENÇÃO!!!
Tive um aluno na EJA que era totalmente deficiente visual. Era um exemplo de aluno. OSMANDO levava todos os dias para a sala de aula, um gravador e gravava todas as aulas para recapitular em casa.
Quem dera os ditos alunos 'normais' tivessem essa mesma dedicação e engajamento.

Por: Elisete Apa. C. Feliciano - Professora de Apoio do Col. Est. Costa e Silva.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

DEFICIÊNCIA FÍSICA



Deficiência física é o nome dado a característica dos problemas que ocorrem no cérebro ou sistema locomotor, e levam a um mau funcionamento ou paralisia dos membros inferiores e/ou superiores.
A Deficiência física pode ter várias etiologias, entre as principais estão os: fatores genéticos, fatores virais ou bacteriano, fatores neonatal, fatores traumáticos (especialmente os medulares).
As pessoas com deficiência de ordem física ou motora necessitam de atendimento fisioterápico, psicológico a fim de lidar com os limites e dificuldades decorrentes da deficiência e simultaneamente desenvolver todas as possibilidades e potencialidades.

Filmes que abordam o tema:

Ver também:
Obs.:
É recomendado às pessoas que têm deficiência física a praticar a equoterapia que evidentemente contribuirá à sua qualidade de vida.
                                        

Equoterapia: Um tratamento muito eficaz!!!


A Equoterapia tem despertado grande interesse como tratamento, por se tratar de uma abordagem inovadora dentro de um ambiente estimulante, visando resgatar o individuo de forma global, fisicamente, emocionalmente e socialmente

Leia os livros e informe-se mais sobre a EQUOTERAPIA

Livros Editados:::..

EQUOTERAPIA de Mylena Medeiros

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Temos Que Ter Olhar Holístico Para Detectar a Bipolaridade, a Depressão ou Outras Doenças Afins em Nossos Alunos, em Nossos Filhos Ou Em Nós Mesmos...


De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (em inglês - DSM), um determinado número de sintomas precisa durar ao menos uma semana para o caso ser considerado como um surto de mania. Esses surtos podem afetar as pessoas de forma diferente. Para alguns, os sintomas de euforia são maravilhosos, uma experiência desejável. Para outros, a mania causa facilmente extrema irritação e raiva. Um tipo menos grave de mania, chamado de hipomania, pode incluir formas menos intensas de qualquer um dos sintomas mencionados acima. A hipomania não interfere na vida diária e nos relacionamentos da mesma maneira que um tradicional surto de mania [fonte: MedicineNet (em inglês)]. Se não for tratada, a hipomania pode progredir para mania.
A seguir, confira a lista feita pela NIMH de sintomas de um surto depressivo:
  • depressão ou ansiedade (em inglês)
  • desespero;
  • falta de interesse em atividades prazerosas
  • fadiga e preguiça
  • incapacidade de concentração
  • indecisão
  • agitação
  • irritabilidade
  • mudanças nos hábitos de sono
  • mudanças no apetite ou de peso
  • dores misteriosas
  • pensamentos suicidas
Para que esses sintomas sejam considerados um surto depressivo, um determinado número de episódios deve persistir por ao menos duas semanas.

bipolar disorder

                                              Como se manifesta a doença bipolar do humor:
Pode iniciar na infância, geralmente com sintomas como irritabilidade intensa, impulsividade e aparentes “tempestades afetivas”. Um terço dos indivíduos manifestará a doença na adolescência e quase dois terços, até os 19 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos. Raramente começa acima dos 50 anos, e quando isso acontece, é importante investigar outras causas.  
Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;
Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;
Agitação, inquietação física e mental;
Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las
Otimismo e confiança exageradas;
Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;
Crenças irreais sobre as próprias capacidades ou poderes, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;
Idéias grandiosas;
Pensamentos acelerados, fala muito rápida, pulando de uma idéia para outra,tagarelice;
Facilidade em se distrair, incapacidade de se concentrar;
Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;
Gastos excessivos;
Desinibição, aumento do contato social, expansividade;
Aumento do impulso sexual;
Agressividade física e/ou verbal;
Insônia e pouca necessidade de sono;
Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos.

*** Três ou mais sintomas aqui relacionados devem estar presentes por, no mínimo, uma semana para se caracterizar Bipolaridade.
a hipomania é um estado de euforia mais leve que não compromete tanto a capacidade de funcionamento do paciente. Geralmente, passa despercebida por ser confundida com estados normais de alegria e devem durar no mínimo dois dias.
 
Humor melancólico, depressivo;
Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;
Inquietação ou irritabilidade;
Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;
Excesso de sono ou incapacidade de dormir;
Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);
Fadiga ou perda de energia;
Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;
Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;
Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio;
Dores ou outros sintomas corporais persistentes, não provocados por doenças ou lesões físicas.

A DEPRESSÃO, que pode ser de intensidade leve, moderada ou grave, É CARACTERIZADA POR:
*** estes sintomas manifestam-se na maior parte do tempo por, pelo menos, DUAS semanas.
O estado misto é caracterizado por:
 
Sintomas depressivos e maníacos acentuados acontecendo simultaneamente;
A pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e progressivamente eufórica com o passar do dia, ou vice-versa;
Pode ainda apresentar-se agitada, acelerada e ao mesmo tempo queixar-se de angústia, desesperança e idéias de suicídio;
Os sintomas freqüentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, podem haver sintomas psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas;

*** os sintomas devem estar presentes a maior parte dos dias por, no mínimo, uma semana.
De que outras formas a doença bipolar do humor pode se manifestar:
Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.
Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.
Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.
A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.
Como se diagnostica a doença bipolar do humor:
O diagnóstico da doença bipolar do humor deve ser feito por um médico psiquiátrico baseado nos sintomas do paciente. Não há exames de imagem ou laboratoriais que auxiliem o diagnóstico. A dosagem de lítio no sangue só é feita para as pessoas que usam carbonato de lítio como tratamento medicamentoso, a fim de se acompanhar a resposta ao remédio.
Como se trata a doença bipolar do humor:
O tratamento, após o diagnóstico preciso, é medicamentoso, envolvendo uma classe de medicações chamada de estabilizadores do humor, da qual o carbonato de lítio é o mais estudado e o mais usado. A carbamazepina, a oxcarbazepina e o ácido valpróico também se mostram eficazes. Um acompanhamento psiquiátrico deve ser mantido por um longo período, sendo que algumas formas de psicoterapia podem colaborar para o tratamento.